Resiliência

O segredo é ser flexível sem perder a consistência

Pense em um momento de sua vida que você enfrentou uma grande dificuldade.

Como você se sente quando recorda desta situação: fica amargurado ? Guarda ressentimento ? Você valoriza os aspectos de aprendizado das situações ruins ? Ou apenas se apega ao lado negativo dos fatos ?

Quanto mais respostas positivas você formulou, mais resiliente você é.

Agora, você vai compreender alguns indícios e as atitudes fundamentais para o desenvolvimento da resiliência.

A primeira distinção importante: resiliência não é sinônimo de resistência, ainda que o sentido de ambas as palavras possa dialogar com harmonia.

É importante deixar claro que estas competências se complementam, mas não são iguais.

Muitas vezes, somos influenciados a pensar de forma comparativa, sobretudo em apresentações em públicos, e a chance de erro fica evidente.

Existe uma fábula chamada “O carvalho e os juncos”, de autoria de Esopo, um pensador da Grécia Antiga, que é perfeita para explicar a resiliência em nosso dia a dia.

Resumindo: expostos ao vento, mesmo sendo fortes, os galhos de carvalho sempre quebram ou são arrancados. Já os juncos, expostos ao mesmo vento, superam a dificuldade porque se movem de acordo com a direção da ventania, logo não quebram. Qual a vantagem dos juncos em relação ao carvalho? A flexibilidade.

Esta é a ideia-chave: ambos precisam de resistência diante do vento forte, porém, os juncos usam a flexibilidade para balançar e depois retornar ao estado natural.

Agora, fica mais fácil compreender que resiliência não é o mesmo que resistência, apesar de as duas exigirem solidez em suas bases.

Segundo Lisa Rossetti, pesquisadora britânica e especialista em liderança, a resiliência é a habilidade que o indivíduo utiliza para superar adversidades sem ser afetada de modo negativo e permanente. E o melhor: a resiliência também ajuda a cultivar o pensamento criativo e humanitário.

Mas afinal, a gente nasce resiliente ou se torna resiliente? Para a psicóloga Diane L. Coutu, ex-editora da Harvard Business Review, a resiliência pode sim ser desenvolvida por todos nós. E o melhor: ela descobriu que as pessoas que possuem esta habilidade um pouco mais aflorada apresentam três características principais.

Portanto, a partir desse estudo, você pode fazer o seu teste, e verificar seu nível de resiliência.

1. Aceitação da realidade: pessoas resilientes não são acomodadas.

Podem ser otimistas, mas sempre com os pés no chão. Aqui, mais uma vez a resistência aparece de forma complementar.

2. Propósito superior: uma caraterística fundamental dos resilientes é a crença inabalável no sentido da vida, mesmo em situações muito adversas, quando a maioria das pessoas questiona sua própria essência. Conforme disse o psiquiatra austríaco Viktor Frankl: “ter um propósito é o que dá sentido à nossa existência”.

3. Capacidade de improvisar: pessoas resilientes possuem a impressionante habilidade de tirar o máximo de proveito dos recursos disponíveis e de aprender com rapidez qualquer tipo de desafio. Vale ressaltar que, com base no trabalho do antropólogo francês Claude Levi-Strauss, a Psicologia moderna chama essa habilidade, paralela à resiliência, de bricolagem.

Ao desenvolver sua habilidade de resiliência, você será capaz de encontrar soluções mesmo na ausência de caminhos óbvios ou de ferramentas adequadas para a carreira ou para a vida.

Fonte : texto escrito por Flora Victoria 

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