Nossa incessante busca pelo amor

Estamos todos em busca do amor.

Não sabemos ao certo aonde está e por isso buscamos.

Que busca incessante!

Não é a busca de um único homem, uma única mulher.

Não se limita aos seus sucessos ou fracassos, a necessidade de conectar-se, de estar perto, de preencher o vazio tão grande, abismo do amor.

Nossa busca é a busca de todos.

Dos pais que ainda tateiam no escuro e continuam tentando, os filhos, distraídos, não sabem que viverão à procura de algo, cercados de almas ansiosas por serem encontradas.

Esperamos ser encontrados.

Nossa busca é a busca pelo encontro e o encontro é o descanso de ser quem não somos.

Queremos amor como porta, como céu, como ar.

Amor que nos coloca para fora e convença à felicidade.

Amor liberdade. Ser quem é.

Ser no outro, na outra, naquilo, lá, no espaço que é apenas reflexo, no lugar que é projeção, ser quem é enquanto fugimos, enquanto buscamos, incessantemente, quase em desespero, enquanto não somos encontrados.

Amor é encontrar-se.

É descansar, cessar a busca, deixar ser amado.

A pressa é fuga, a sede é recusa, o vazio é saudade de ser quem somos.

Amor é quando perdemos o medo de cair e mergulhamos no desconhecido. É perder o controle.

Nossa busca pelo amor é a busca por nós mesmos.

Até que haja descanso, até que aquietemos e deixemos de fugir.

Perder o medo de sermos amados.

Apenas deixar que o amor nos revele, nos mostre quem somos, nos livre da busca, nos coloque no chão.

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