Deep Running … uma ótima opção de atividade para quem está machucado

Simular uma corrida no asfalto embaixo da água é uma ótima opção para manter o condicionamento.

Essa é a ideia do Deep Running, que imediatamente apresenta uma grande vantagem: a ausência de impacto, que evita lesões.

Além disso, água oferece resistência muito maior que o ar (cerca de 12 vezes mais), o que ajuda a fortalecer todos os principais músculos de corrida e “turbinar” o número de passadas por minuto em terra firme.

A modalidade surgiu no período pós-guerra, quando os soldados feridos não podiam se exercitar.

Como os efeitos foram surpreendentes, corredores lesionados começaram a utilizar a técnica para não perder o condicionamento físico. 

Em 1984, quando ocorreu a primeira maratona olímpica feminina em Los Angeles, a grande vencedora Join Benoit se preparou para a prova somente com treinos na água.

A partir disso, atletas de diferentes níveis passaram a incluir o Deep Running no programa de treinamento.

Roberta Rosas, precursora do treinamento no Brasil, afirma que o Deep Running “proporciona uma evolução linear entre o ganho na força muscular e resistência aeróbia e anaeróbia”. Ela prossegue: “Além de melhorar a cadência das passadas e a força específica, pressão da água facilita o retorno venoso, o que favorece ainda mais quem treina com cargas elevadas, pois auxilia o treino regenerativo e melhorar a retenção hídrica nos membros inferiores”, completa.

Antes de pensar em treinar apenas essa modalidade, é importante saber que é o ideal é ter um programa que envolva exercícios na água e em terra.

Assim, a corredora melhora a flexibilidade geral, aumenta a força dos membros superiores, melhora o desequilíbrio muscular dos membros inferiores, amplia a resistência abdominal, o condicionamento cardiorrespiratório, além de auxiliar na correção do gesto específico da corrida e da postura.

De acordo com a especialista, não há contra-indicação. “Apesar da piscina ser profunda, os equipamentos utilizados promovem equilíbrio na água, proporcionando segurança e eficiência no treinamento”, afirma. “Recomendo para gestantes, idosos, atletas, obesos, pessoas de diferentes faixas etárias, todos os tipos de lesão articular, óssea ou muscular”, completa Mas atenção: apesar de não existir restrição, a orientação deve ser específica para cada praticante.

Se a ideia é somente emagrecer, uma ótima notícia: o gasto calórico do Deep Running é de aproximadamente 420 calorias numa aula de 45 minutos, dependendo da intensidade de força que o corredor usa durante o movimento. 

As aulas são compostas de aquecimento articular e muscular, educativos para melhora de postura e treinamento com intensidade variada, relacionando com o ritmo de passadas.

A piscina deve ser funda, com cerca de 1,90 metro de profundidade, para que os pés não toquem o chão.

Para manter a estabilidade, o atleta usa um cinto flutuador e deve ficar com a água na altura dos ombros. A cabeça fica fora da água, confortavelmente.

Com isso, é possível respirar e manter a postura adequada, o que promove uma ótima técnica de corrida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.